Na cirurgia torácica, a força não está nas mãos que operam, mas na precisão com que elas sabem agir.
É uma especialidade em que milímetros importam e cada decisão precisa ser firme. Ela reúne a delicadeza da técnica minimamente invasiva, a complexidade da oncologia, a evolução da cirurgia robótica e a intensidade das emergências.
Dra. Sarah de Lázari
O foco do trabalho
Cirurgia do tórax por pequenas incisões.
Na cirurgia minimamente invasiva, o cirurgião trabalha com uma câmera e instrumentos finos, inseridos por pequenas incisões entre as costelas. Na cirurgia aberta tradicional, é preciso um corte maior e, muitas vezes, o afastamento das costelas.
Quando bem indicada, a técnica minimamente invasiva costuma estar associada a menos dor no pós-operatório e a uma recuperação mais rápida. A indicação depende de cada caso e é definida em consulta.
VideotoracoscopiaCirurgia guiada por câmera de alta definição, através de pequenas incisões no tórax.
Cirurgia robóticaOs instrumentos são conduzidos pela cirurgiã por meio de uma plataforma robótica, com visão ampliada em 3D.
Cirurgia abertaAinda necessária em alguns casos. A escolha é sempre pela técnica mais segura para o paciente.
Imagem ilustrativa
AbertaMinimamente invasiva
Um corte maiorAcesso direto, com afastamento das costelas.
Pequenas incisõesCâmera e instrumentos finos entre as costelas.
Imagem ilustrativa, para fins educativos. Não representa paciente nem resultado. Número, tamanho e posição das incisões variam conforme a cirurgia.
Áreas de atuação
O que a cirurgia torácica trata.
Alguns pacientes chegam encaminhados por outro médico. Outros procuram por conta própria. Os dois caminhos começam com uma consulta de avaliação.
01 · PROCURA DIRETA
Hiperidrose
Suor excessivo nas mãos, axilas ou rosto, que atrapalha o trabalho e a convivência. Quando os tratamentos clínicos não resolvem, a simpatectomia por videotoracoscopia pode ser indicada.
Quando procurar: o suor interfere na rotina e já houve tentativa de tratamento clínico.
Deformidades da parede do tórax, com o peito afundado (excavatum) ou projetado para a frente (carinatum). Podem incomodar pela aparência, pela postura e, em alguns casos, pela respiração.
Quando procurar: a forma do tórax incomoda ou causa sintomas, em adolescentes ou adultos.
Achado frequente em tomografias feitas por outros motivos. A maioria não é grave, mas todo nódulo precisa de avaliação e de um plano de acompanhamento ou de investigação.
Quando procurar: a tomografia mostrou um nódulo e ficou a dúvida sobre o próximo passo.
Quando descoberto cedo, pode ter indicação de cirurgia. O cirurgião torácico atua junto do oncologista e do pneumologista no diagnóstico e no tratamento.
Quando procurar: diagnóstico confirmado ou suspeita em exame de imagem.
Presença de ar entre o pulmão e a parede do tórax, que causa dor súbita e falta de ar. Episódios repetidos podem ter indicação de tratamento cirúrgico.
Quando procurar: após um episódio, para avaliar o risco de repetir.
Acúmulo de líquido ao redor do pulmão, com várias causas possíveis. Em alguns casos é preciso drenar, investigar a causa por biópsia ou tratar por videotoracoscopia.
Quando procurar: derrame que volta ou cuja causa ainda não foi esclarecida.
Formada em Medicina pela UNIFEV, em Votuporanga, fez residência em Cirurgia Geral na Santa Casa da cidade e residência em Cirurgia Torácica no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Em 2024 concluiu a certificação em Cirurgia Torácica Robótica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e voltou a Votuporanga, onde hoje chefia o serviço de Cirurgia Torácica da Santa Casa.
Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica da Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga, desde 2025
Supervisora do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral e preceptora de Cirurgia Torácica na Santa Casa
Certificação em Cirurgia Torácica Robótica pela SBCT (2024)
Residência em Cirurgia Torácica no Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba (2022 a 2024)
Residência em Cirurgia Geral na Santa Casa de Votuporanga (2020 a 2022)
Onde atende
Votuporanga e região.
Espaço Vithera
Consultório. Av. da Saudade, 2299, Votuporanga/SP Segunda a sexta, das 8h às 18h
Cirurgias e atendimento hospitalar. Chefia do Serviço de Cirurgia Torácica.
ParticularSanSaúdeReembolso de outros planosTeleconsulta
Recebe pacientes de Votuporanga, São José do Rio Preto, Fernandópolis, Jales, Araçatuba, Iturama, Tanabi e Cosmorama, entre outras cidades.
Dúvidas
Antes da consulta.
Qual a diferença entre o pneumologista e o cirurgião torácico?
O pneumologista faz o diagnóstico e o tratamento clínico das doenças respiratórias. O cirurgião torácico avalia e trata os casos que podem precisar de procedimento ou cirurgia no pulmão, na pleura, no mediastino e na parede do tórax. Os dois costumam trabalhar juntos.
Preciso de encaminhamento para marcar?
Não. É possível agendar diretamente pelo WhatsApp. Se houver exames recentes, como tomografia ou raio X, vale levar para a consulta.
Toda cirurgia pode ser minimamente invasiva?
Não. A técnica depende do tipo de doença, do tamanho da lesão e das condições de cada paciente. A indicação é feita em consulta, sempre pela opção mais segura.
Quais convênios são aceitos?
O atendimento é particular ou pelo plano SanSaúde. Pacientes de outros planos podem solicitar reembolso, conforme as regras do próprio plano.
Moro em outra cidade. Como faço?
A primeira consulta pode ser por teleconsulta, para avaliar exames e definir o próximo passo. Quando necessário, o exame presencial é agendado em Votuporanga.
Hiperidrose tem tratamento cirúrgico?
Em casos selecionados, sim. A simpatectomia é feita por videotoracoscopia, com pequenas incisões. Antes, é importante entender os tratamentos clínicos já tentados e os efeitos possíveis da cirurgia, o que é conversado em consulta.
Uma avaliação cuidadosa é o primeiro passo.
Consultas presenciais no Espaço Vithera e no SanSaúde Centro Clínico, em Votuporanga, ou por teleconsulta.